quarta-feira, 26 de junho de 2013

Isso aqui é Brasil, meu camarada!

Foto: Ricardo Matsukawa / Terra
Respeita, meu camarada. Respeita, pois aqui são cinco títulos mundiais. Respeita, pois aqui é a nossa casa e você é um mero convidado. Respeita, porque aqui é Brasil!

Vai com calma, amigo. Tira o chinelo. Senta na cadeira e esqueça a poltrona e o controle da tevê. Geladeira? Nem pensar! Meu amigo, isso aqui é a minha casa, portanto, vá com calma!

Sim, a atuação do Uruguai fora de campo, falando as asneiras que falaram foram dignas de um cuspe no gramado. Não serei ingênuo em dizer que não esperava isso deles. Ainda mais do Lugano. Isso é rivalidade. É bom. Movimenta os ânimos e a partida. Mas, Lugano e Cia., não sei se lhes contaram, mas futebol não se vence com palavras. O que dirá das suas sujas.

Futebol se vence jogando bola. Por vezes, mesmo não indo bem, mas se entregando, se vence. Por vezes aquele 12° jogador se torna decisivo na vitória. E durante toda essa competição, esse 12° jogador foi decisivo. Talvez esteja sendo nosso maior craque. Aquele que defende, cadência, explode e ataca. Um tremendo jogador completo. O nome dele, meu caro? Torcedor!

Sim, aquele que lhe assustou do início ao fim, Uruguai. Aquele que sorriu quando você entristeceu. Aquele que desconcentrou o Forlán na hora do pênalti e deu força ao Júlio Cesar. É esse, meu caro.


Mas, calma. Não serei hipócrita em dizer que o Brasil jogou bem, ou até mesmo, que foi a melhor partida até então. A partida foi boa por todo o enredo. Mas o Brasil não. Esteve bastante afoito e a bola mais parecera estar pegando fogo nos pés dos brasileiros.

A equipe, por ter bastantes jovens, perde bastante naquela cadência. Falta um cara para pegar a bola e dizer: calma! Sim, eu sei em quem você pensou nesse momento, mas ele precisa querer jogar sempre, e não quando quer.

O meia, Oscar, mais uma vez não foi bem. Não conseguiu chamar a responsa e ditar o ritmo da partida. Esteve bastante escondido entre a forte marcação celeste. Marcação boa e bastante compacta, diga-se de passagem.

Outro que não vem convencendo é o Hulk. Este, por mim, seria um bom reserva do Lucas. E não ao contrário, caro Felipão. Mais uma vez foi presa fácil para a marcação e apenas destacou-se em uma cobrança de falta. Repito: Lucas tem muito mais recursos.

Agora, com o maior respeito possível, gostaria de ouvir aqueles que tanto judiaram e disseram asneiras em relação ao melhor centro-avante que temos e da competição, Fred. Rapaz, o 'cara' ficou duas partida sem marcar, pois não recebeu chances de marcar. A bola não chegava. E quando chegava alguém tentava a jogada individual. O 'cara' é decisivo. O mais decisivo, a meu ver. Naquelas bolas rebotadas, como ocorreu contra a Itália, ele sempre está lá. É bola de centro-avante. Parabéns, Fred. Você merece e será o artilheiro da competição!

Em relação a defesa, gostaria apenas de ressaltar a bobeira que demos ao "dar" o gol para o Cavani. Complicamos a partida num lance bobo. Por mais técnico que seja o zagueiro, como é o caso dos nossos, lembre-se sempre: você é zagueiro. Chuta pro lado que o jogo é de campeonato, meu caro. Bobeiras que o Felipão não admite e que terão de ser corrigidas.

Mas a seleção está de parabéns pela superação. As coisas não estão belíssimas. A seleção está evoluindo e começa a ter uma cara. Méritos para o Felipão. Estou confiante no título. Não por considerar que somos a melhor equipe. Mas por termos sempre um jogador a mais que todos os outros. E que venha quem vier.

Um forte abraço,

Arthur Guedes.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Da rejeição ao sucesso. Parabéns, Lionel Messi!

Foto: Divulgação
Há 26 anos nascera aquele que nos encantaria até hoje. Aquele baixinho que desde os seus 4 anos de vida já encantava com a bola nos pés. Mas é também aquele que ao descobrir seu problema hormonal que atrapalha no seu crescimento ósseo acabara sendo rejeitado. Sim, aquilo tudo poderia nunca ter passado de um sonho. Talvez nem o maior deles esperasse uma volta por cima dessas. Mas aconteceu! E hoje ele é o melhor jogador do mundo. Parabéns, Lionel Messi!

Falar de Messi é falar de títulos, fama, excepcionais lances, passes e gols. Ele se tornou um inconfundível e indiscutível melhor do mundo. Sim. Mesmo contando com a constante sombra do também craque, Cristiano Ronaldo. Mas como um cara baixinho e um tanto franzino consegue/conseguiu tanta coisa? Meu amigo, porque o cara é fera!

Quisera Deus que os argentinos tivessem mais um gênio. Quisera Deus que ele passasse por desconfianças, para que no fim mostrasse à todos que era capaz. Quisera Deus que este fosse humilde. E é, pois nunca esqueceu por tudo que passou até, por fim, chegar aonde todos os jogadores cobiçam estar. Este é Messi: craque dentro e fora de campo.

Mas este texto não é para promovê-lo ou até mesmo fazer você, que não o considera melhor jogador do mundo, passar a considerar. Este texto é uma mera homenagem à este craque que encantou e nos encanta até hoje.

Agora, bem que Deus poderia ter feito uma forcinha para ele ter nascido no Brasil, não?

A infância do Messi foi como a de muitos outros tantos que sonham todos os dias com a mesma coisa: tornar-se jogador de futebol. Foi uma infância difícil, onde ele, Messi, sonhava em ser jogador e vivia com a bola nos pés, e seus pais não podiam "bancar" esse sonho. Porque eles não queriam? Não. Porque eles não tinham condições para tal.

Mas eu me esqueci de dizer que ele era predestinado? Pois bem. Mesmo sem os seus pais terem condições, os mesmos com esforços  conseguiram um "teste" no Barcelona onde, posteriormente, ele passaria. E daí para frente vocês o acompanharam tão bem quanto eu.

Messi ia encaixando-se em meio aos tantos craques catalães. Era o xodó de Ronaldinho Gaúcho. E seguiu, de fato, os passos do brasileiro. Desde que entrou nesse time, não saiu mais. Por quê? Porque seus gols, passes, dribles e genialidade em simples lances não deixaram.

O gênio argentino, aos 26 anos, já é comparado ao Maradona e Pelé. Comparações que, a meu ver, devem ser feitas apenas após seu término de carreira. Por agora, ele tem ainda muito à fazer e encantar.

Ele é o dono da camisa 10 do melhor (ou ex-melhor) clube do mundo. Ele é o camisa 10 da seleção argentina. Ele é Messi. Parabéns, Lionel Messi! Este foi apenas uma rápida lembrança à este craque, no qual nunca esqueceremos.



Um abraço, meu caro.

Arthur Guedes.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Lar, doce lar!

Foto: EFE
O povo estava distante, desacreditado, porém estava com uma pontinha de pólvora, na qual sempre torceu para que se acendesse novamente. Era um amor bandido. Viviam brigados, mas sempre torciam pela volta. Essa era a relação entre a seleção brasileira e seus torcedores.

A seleção brasileira não convencia há tempos. O torcedor, por sua vez, não se rendia até que uma boa atuação viesse. Entraram e saíram treinadores. A esperança do torcedor por uma boa atuação e, consequentemente, a reconciliação só aumentara. Mas essa história se arrastou até os tempos atuais. Ou melhor, se arrastou até hoje.

Mas quisera Deus que essa relação, que vivera entre tapas e beijos desde 2010, tivesse um fim em Pernambuco. E teve. Sabe aquela mínima atuação boa que a torcida sempre esperou para entregar-se aos braços do Brasil novamente? Sim. Ela veio. Sabe aquela vontade de defender a pátria tão amada? Sim. Ela estava com os jogadores. Amigos, o Brasil voltou!

Mas calma, meu caro. Eu não digo isso me referindo ao resultado, ou até mesmo às atuações. Não foi nada de incrível, tirando a bela pressão que demos durantes uns 25 minutos. Eu digo isso, pois vi onze jogadores lutando com unhas e dentes por cada bola. Eu vi naquele elenco o velho companheirismo que sempre reinara nessa seleção brasileira. Aliás, que sempre reinou nesse nosso país. Em cada roubada de bola víamos um aperto de mão, um abraço. Ali cada um cuidara do outro. E todos cuidavam da seleção.

Sim, isso era para ser uma coisa natural e nem tanto valorizada. Mas eu não via isso há tempos e estou extremamente contente por assistir à isso novamente.

Desde o início nós vencíamos a partida. Desde aquela versão do hino nacional cantada por toda aquela nação. Aliás, esta que é a melhor e mais completa versão do hino. Como foi lindo e emocionante ouvir todos aqueles que lutavam por um país melhor, cantar de peito aberto. Como foi lindo assistir os jogadores acompanharem. Isso é o Brasil! E eles estão lutando por nós!

E essa força vinda das arquibancadas, serviu de munição para os nossos "guerreiros" da pátria amada. Eles estavam jogando leves. E quando um craque joga leve, meu caro, complica para os adversários. Neymar, o guerreiro que vivia a mesma situação da seleção anteriormente quanto à torcida, acertou uma bomba de primeira e nos fez pular, chorar e sorrir novamente pela seleção canarinho.

Nós continuávamos na pressão, que inicialmente provinha das arquibancadas. A cada grito da torcida, víamos mais vontade nos jogadores. Mais parecera um sonho.

Mas o ritmo foi diminuindo aos poucos. Porém ainda sim mandávamos na partida. Durante todo o primeiro tempo o nosso articulador, Oscar, pouco apareceu. De certa forma, não sentimos tanto, afinal jogadores como Marcelo, Neymar e Hulk sobressaiam.

Na segunda etapa ainda mandávamos na partida, mas o ritmo se mantera o mesmo: lento. As jogadas apenas ganhavam velocidade quando caíam nos pés do Neymar.

Aos poucos o México ia crescendo na partida. Entre cruzamentos e escanteios, o México tentava o seu gol, para evitar uma possível eliminação precoce. Mas não deu. A zaga brasileira mais uma vez se mostrou forte, tendo como ápice o David Luiz. Este desarmou sangrando, com algodão no nariz ou, simplesmente, 100%. O David mais uma vez mostrou o porquê de ser a dupla do Thiago Silva.

No fim, nosso guerreiro, Neymar, nos deu mais uma amostra da sua genialidade. Passou com um drible espetacular por dois marcadores e cruzou para Jô, o artilheiro do segundo tempo, marcar e fechar a conta.

O Brasil não foi mágico. Ele está longe de ser perfeito. Mas, meu caro, ele reconquistou aqueles que estavam apenas à espera de uma simples amostra de amor pela pátria tão amada. E ele nos mostrou que está junto conosco nessa briga por um país melhor, e por um título da Copa das Confederações e Mundo. O Brasil voltou para nós. E nós voltamos para o Brasil.

Um abraço,

Arthur Guedes.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Manifestações: a culpa é da Copa?

Foto: Christophe Simon/AFP
Se você é brasileiro e tem acesso ao mínimo de informações possíveis, saberás que as manifestações estão tomando conta do país. Os motivos? Ah, seja pelo aumento da tarifa do transporte público, o constante desleixo com a saúde, educação e outros servições públicos. Bem, os motivos nós conhecemos de antemão. Mas eu percebo uma quantidade de pessoas bastante desgostosas com a Copa do Mundo. E será sobre isso que conversarei agora. A culpa disso tudo é da Copa?

É do conhecimento de todos que a Copa do Mundo é um evento que atrai a atenção de todos. Sendo assim, é claro que todos os holofotes estão direcionados a nós, realizadores desse evento. Mais claro ainda, é a baita oportunidade de aproveitar todos estes holofotes para demonstrar toda a nossa indignação referentes a todos esses problemas e, claro,  nos fazermos aparecer.

É indiscutível que o dinheiro gasto nestas "arenas" para serem palcos da Copa do Mundo são  superfaturados e exorbitantes. Este mesmo dinheiro exorbitante torna-se também desnecessário quando temos problemas "maiores" a serem resolvidos. É evidente que nós temos. É revoltante ver bastante dinheiro sendo gasto e roubado em elefantes brancos, quando temos saúde e educação para serem "investidas". Mas porque desgostar, banalizar ou até mesmo manchar a Copa do Mundo? Por que este "ódio"? A Copa do Mundo é realmente o maior culpado e o nosso algoz?

Os elefantes brancos sempre existiram em todos os países que sediaram a Copa do Mundo. E eles foram motivos para revoltas? Não. Sabe por que, meu caro? Porque lá não teve a ladroagem que está tendo aqui. Porque lá as coisas são sérias e as condições de vida, ao menos, é digna. Não serei hipócrita em dizer que as coisas "lá fora" são sempre melhores. Não. Não são. Lá também acontecem protestos. Talvez eles estejam um bocado "à frente" de nós. Talvez eles tenham "despertado" um bocado mais cedo. Bem, fato é que lá as coisas funcionam.

Agora, meu caro, o que eu gostaria de entender é o porquê de comprarmos uma briga com a Copa? Assim como eu gostaria de entender o porquê de comprarem uma guerra contra os policiais. Estes são apenas "paus-mandados" do poder que vigora "lá em cima". É com o pessoal engravatado que vigora, rouba e faz de tudo com o nosso dinheiro "lá em cima", que nós precisamos "comprar" essa briga. É com o poder, meu caro!

Se houve roubos, ladroagem e afins nessas "construções", a culpa não é da Copa, mas sim do poder. Aliás, como bem sabemos, esses roubos e ladroagens que aconteceram nessas "obras", acontecem em diversos meios. Estamos rodeados por isto, e é contra isto que estamos lutando. Não é contra a Copa, meu caro.

E por fim, gostaria que você refletisse. Realmente a culpa é da Copa?

Um abraço,

Arthur Guedes.

sábado, 15 de junho de 2013

Vitória que dá confiança. Mas ainda falta...

Foto: André Penner/ Ap
É inegável que estrear numa competição em casa vencendo por 3 a 0 é muito bom e dá uma enorme moral. Creio, que melhor do que isso, só se fosse contra a Argentina. Mas temos de manter os pés no chão, afinal não vimos nenhuma atuação brilhante, muito pelo contrário. Foram notórios os diversos pontos em que a seleção ainda peca. Mas fica tranquilo, que prometo não ser ranzinza.

O gol do Neymar foi tão rápido quanto o aumento dos preços por aqui (ops). A partida mal começara e numa dominada ( na sorte, creio eu) do Fred, Neymar mandou o balaço e chutou para fora do lindo Mané Garrincha toda a zica de ficar 8 partida sem marcar. Números, na minha opinião, inúteis. Mas eles existem e os "sabichões" adoram usá-los.

Rapaz, por mais que o gol do Neymar tenha sido bonito e já começara a empolgar-nos desde o início, ele não foi mais bacana do que ver a cara de bunda que a nossa excelentíssima presidenta, Dilma Rousself fez após ser extremamente vaiada à frente de todos. Meus parabéns aos envolvidos, afinal este sim pode ser chamado e tratado como protesto. Quiçá o melhor deles.

Por mais que seja bacana falarmos ainda mais dessas vaias, vamos ao que interessa. Após o gol relâmpago do Brasil, a explosão que vinha das arquibancadas só aumentou e o Brasil foi na empolgação. Mas ela durou apenas um pouco, afinal a seleção começou a tocar a bola defensivamente. É inegável que nós tivemos a maior posse de bola na partida, mas tocando antes do meio campo ela vale de algo? Sim, é bem verdade que o Japão fazia uma marcação bem avançada, mas me parecia que os jogadores ainda estavam meio receosos. Seja por nervosismo ou não. Mas é bem verdade também, que este nervosismo não deveria existir afinal a seleção não é composta apenas por garotos inexperientes.

Além da forte marcação japonesa e/ou possível nervosismo, o pessoal da meiuca, Paulinho e Oscar, pouco apareceram no primeiro tempo. Principalmente o Oscar, que era o nosso articulador. Notou a falta de um? Sim, o Luiz Gustavo mais fazia um papel de terceiro zagueiro do que primeiro volante. Errado? Não. Foi uma alternativa do Felipão, que a meu ver foi boa. O Luiz Gustavo jogava entre o David Luiz e Thiago Silva, resultando assim nas constantes subidas dos laterais que foram alas, Daniel Alves e Marcelo. E se ainda continuarmos nesse papo tático, era perceptível que a seleção com a posse de bola, aplicando essa movimentação que citei, jogava no 3-4-3. Portanto, bola dentro do Felipão, afinal tanto o Daniel quanto o Marcelo são bastante ofensivos e consequentemente tornam-se ótimas alternativas ofensivas.

Vale destacar as constantes movimentações do Hulk, que é bastante criticado por muitos, inclusive eu, por ser titular. Ele foi o cara que mais buscou o jogo, mas pecava no último toque com a mesma constância que procurava o jogo. Uma pena.

E foi nesse ritmo, de posse de bola inútil brasileira e tentativas ofensivas fracassadas dos japoneses, que passamos do primeiro para o segundo tempo.

Na segunda etapa o Brasil voltou um pouco mais acordado. E logo no início novamente marcou o gol. Desta vez com o volante artilheiro, Paulinho. Com cobertura para subir, o Daniel Alves foi à frente e cruzou para o volante do Corinthians dominar e marcar. Mais uma explosão no Mané Garrincha, que possivelmente deve tê-lo feito revirar-se no túmulo.

Mas a seleção teve um replay. Fez o gol também aos 3 minutos e parou de jogar, igualmente como aconteceu no primeiro tempo. Tivemos a mesma posse de bola chata que se limitava a ficar antes do meio campo e o relógio corria. Fred teve poucas oportunidades novamente.

Entraram Lucas, Hernanes e Jô. O último foi feliz e marcou o gol para fechar o caixão e pedir a conta, após belíssima jogada do então articulador, Oscar.

A conta foi fechada, o grupo está fechado, é um início animador e nós queremos mais. Queremos ver a seleção atropelando e vencendo. Ainda não está a maravilha que queremos ver, mas é um início que promete.

Um grande abraço,

Arthur Guedes.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

O que realmente esperar?

Foto: Alexandre Durão / Globoesporte.com
É, meu caro. A Copa das Confederações irá começar. Mas até ai todos sabemos, nada de novidades. Apenas uma pergunta: o que realmente esperar dessa Copa das Confederações? Estádios mal-acabados? Seleção Brasileira sem o aval do povo? Derrota? Pessimismo? Sim, meu caro. Tudo isso e mais um bocado.

Entendo plenamente a tamanha descrença do povo para com a Copa das Confederações e do Mundo pelos mesmos motivos de sempre: seleção não agrada, dinheiro e mais dinheiro roubado, falcatruas e enquanto isso, diversos pontos do país estão sofrendo com a precariedade. Os motivos, de fato, não faltam. Ah, e antes que pense que irei escrever única e exclusivamente para defender todos os sujeitos envolvidos nesses motivos, não. Eu não irei!

Mas gostaria de colocar o meu pensamento para com isso. É indiscutível a tamanha falcatrua que existe nesse país, e isso não é apenas em relação aos estádios. Mas isso todos nós sabemos, e de fato, não mudamos essa história por sermos "bundões" e acharmos que essa situação se reverterá sozinha e por espontânea vontade. Nós sempre temos a faca e o queijo na mão e por que não cortamos? Bem, mas isso é papo para outro post, quiçá blog.

Mas porque não podemos esperar uma Copa das Confederações e do Mundo fantástica e única? Por que não podemos fazer a melhor Copa do Mundo, tendo em conta que somos a torcida mais calorosa do mundo? Por que temos que ser sempre pessimistas? Por que as coisas têm que dar errado? Porque a crítica está sempre à frente do elogio? Por quê?

Por conta daqueles motivos ali em cima? Não, acho que não. Todos nós torcemos por uma Copa das Confederações e Mundo fantástica, mesmo sabendo que este país não é nada perfeito. Ou você virá na cara de pau me dizer nos comentários que não assistirá a nenhuma partida da seleção brasileira?

A sua indignação com os diversos pontos precários são plausíveis e estamos todos de total acordo. Mas tudo precisa dar errado por conta disso? Por conta de uma coisa que nós não corremos atrás? Porque nós somos capazes de mudar, mas não mudamos.

Sim. São dois lados de uma mesma moeda. A moeda que de um lado aposta e confia num Brasil vencedor, dentro e fora de campo. Por outro lado, temos a que aposta em um lado da mesmice, apostando sempre na derrota e no pessimismo. A moeda, meu caro? Ah, essa somos nós que vamos jogar para o alto. E você? Que lado você quer que caia para cima? Com quais olhos você enxergará?

Um abraço,

Arthur Guedes.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Futebol: o realizador de sonhos

Foto: Fifa
Ah, o futebol... A incrível "coisa" de outro mundo, que consegue parar, emocionar e fascinar todo um planeta. O quão o futebol foi e ainda é importante para o planeta é algo indiscutível e de consciência de quase todos. Afinal lhe faltam adjetivos. Mas eu vim aqui mesmo para destacar o outro incrível poder: a realização de sonhos.

Como bem sabemos a seleção do Taiti disputará a Copa das Confederações daqui à 4 dias, pois foram os campeões da Oceania. Mas você sabe o que realmente isso proporciona à eles? Sabe o quão isso é importante para o país? Rapaz, eles estão vivendo uma experiência única, afinal do elenco inteiro apenas o Marama Vahirua é jogador profissional. Eles vivem um sonho num esporte campeão em realizar sonhos.

Eles ficaram extremamente assustados e felizes ao ver a quantidade de pessoas que os aguardavam no desembarque. Eles não acreditaram quando jovens estudantes chegavam até eles e pediam um autógrafo. Por um dia eles estavam vivendo aquilo que sonhavam todas as noites quando deitavam a cabeça no travesseiro.

Você já sonhou enfrentar uma seleção campeã do mundo? Você já sonhou em representar seu país? Você já sonhou em enfrentar jogadores com um nome maior que seu país inteiro? Então, meu caro, eles sim. O futebol unido ao esforço deles, dão essa oportunidade de ouro. Talvez não passem da primeira fase. Talvez não façam um gol sequer. Mas um sonho sempre termina bem, não é?

A seleção do Taiti, de cara, é tratada como amadora, afinal diversos jogadores do elenco não são profissionais da bola. O elenco conta com um motoboy, estivador e até alpinista. Mas lhe garanto uma coisa, meu caro: o amor pelo futebol é o mais profissional possível.

Para muitos lhe faltam oportunidades. A dificuldade de um país pequeno todos nós conhecemos, ainda mais um país sem história no futebol até então. Mas eles estão aí para transformar isso. Eles querem começar uma história. É claro que não são nem um pouco favoritos para o título da Copa das Confederações, mas quem apostaria neles para o título da Oceania, tendo as favoritas, Austrália e Nova Zelândia? Eles começam a escrever as primeiras páginas do livro, que por agora ninguém compraria, mas que posteriormente a venda desse livro será certa, meu caro. Pode ter certeza!

Um grande abraço,

Arthur Guedes.