sábado, 4 de junho de 2016

Qual é o melhor Brasil para a Copa América?

Seleção Brasileira no amistoso contra o Panamá
A Copa América Centenário, realizada nos Estados Unidos, já começou nesta sexta-feira com a derrota dos donos da casa para a Colômbia, por 2 a 0 (gols de Zapata e James Rodríguez). E neste sábado, às 23h, teremos a estreia da nossa seleção brasileira nesta competição. A convocação feita por Dunga sofreu diversas alterações até chegar aos 23 jogadores que disputarão o campeonato.

Não teremos o Neymar, craque do Barcelona e única peça que poderíamos contar como "decisivo". Em troca, teremos ele nos Jogos Olímpicos. Mas será que a falta dele, mediante as peças que temos atualmente, será duramente sentida?

Para a partida contra o Equador, neste sábado, Dunga deverá escalar a seleção brasileira da seguinte maneira (foto ao lado). Alisson, por outras atuações, começa no gol. Na defesa, a escolha de Gil me intriga bastante. Mediante disso, dentro das opções possíveis, escalaria o Marquinhos, do Paris Saint-Germain, por ser um zagueiro com enorme potencial e jovem, 22 anos. Daniel Alves (no momento, é incontestável), enquanto Filipe Luís chega como titular por falta de opção. Marcelo, apesar do desafeto com Dunga, ainda é a melhor escolha. 

No meia, a aparição de Casemiro, do Real Madrid, foi a coisa mais aprazível neste momento. Foi o ponto de equilíbrio da equipe merengue, tão elogiado por diversos treinadores europeus, como por exemplo, Diego Simeone, antes de enfrentá-lo na final da Uefa Champions League. Renato Augusto, jogando no futebol chinês, ainda não me passou confiança. Joga de forma mais recuada ao lado de Elias para tentar trazer uma nova forma de pensar de meio-campista, que ataca e defende. Acho a ideia incrível e plausível desde sempre. Só não sei se é a melhor opção. Vou montar a seleção com outra formação e, diante disso, explicar o porquê.

Philippe Coutinho vem fazendo um bom trabalho no Liverpool há algumas temporadas. Foi bem nos amistosos e merece ser titular. Vai, no momento, jogar na posição do Neymar. Mas dentro do campo, vai fazer uma outra função. É um meia armador, que sem a bola, juntamente com o Willian, vai recompor e fazer um linha com cinco jogadores, tendo apenas o Jonas mais à frente. 

É uma seleção aguerrida, com uma proposta bem perceptível que, diferentemente de outras gerações que já tivemos, joga para vencer, e não para encantar. Gosto disso. Mas gostaria de trazer um pouco mais de qualidade. 

A minha mudança começa na meta brasileira: Diego Alves. Fez mais uma boa temporada no Valencia, é seguro, tem 30 anos, e merece a oportunidade. Embora o Alisson seja uma escolha pensando no futuro, no momento, sinto que o goleiro, ex-Internacional, precisa evoluir em alguns pontos ainda antes de figurar na camisa número um. 

Na defesa, como disse, Marquinhos seria meu titular. Fora isso, dentro das opções possíveis (E Thiago Silva e Marcelo não estão) não tem muito o que mudar. No meio, sim. Embora a formação não mude tanto, as peças precisam ser mudadas.

Elias e Casemiro permanecem. Fiz a mudança do Renato Augusto porque, como disse acima, ele não me passa a segurança ainda. Tanto o Elias, quanto do Casemiro vão atacar e defender. Ambos têm qualidade para essa tarefa, prevalecendo, desta maneira, a ideia que tanto prezo no futebol: volantes modernos. 

Há muito tempo eu peço a titularidade de Paulo Henrique Ganso. O mesmo, entretanto, não vinha jogando nem pra ser convocado. Esta temporada, sim. Jogou, está sendo o cara decisivo no São Paulo, e está se comprometendo novamente com o futebol. Este é o momento certo para darmos a oportunidade do Ganso crescer de vez no futebol. O talento dele sempre foi indiscutível. Ele é o camisa 10 que precisamos. E gostaria que ele fosse nosso protagonista, na ausência de Neymar. 

Outra mudança é a presença de Gabriel Barbosa, ou "Gabigol". O jogador do Santos tem MUITA bola, tem apenas 19 anos e, a meu ver, está na frente de Willian, do Chelsea. Lucas Moura, do PSG, também poderia lutar pela vaga. A recomposição permanece a mesma: Philippe Coutinho e Gabriel voltam para montar uma linha de cinco jogadores no meio, tendo o Jonas como a única referência na frente.

Fica a menção honrosa para a vinda de Walace, do Grêmio, no lugar de Luiz Gustavo, que pediu dispensa. Mais uma prova que não há mais espaço para volantes que só sabem defender. 

E você?
Como escalaria a seleção com os 23 jogadores disponíveis?

Grande abraço,
Arthur Guedes.

domingo, 13 de março de 2016

O primeiro Levir Culpi x Ricardo Gomes


Neste domingo, logo mais, Fluminense e Botafogo estreiam pela Taça Guanabara disputando um clássico que será marcado por ser a primeira vez que Levir Culpi e Ricardo Gomes se enfrentam no futebol.

Como jogadores, foram zagueiros. Hoje, como treinadores, terão que usar suas peças para atacar e, com isso, conquistar os três pontos importantíssimos, já que o clube que tiver a maior regularidade, ou seja, terminar em primeiro colocado no grupo, conquistará o título. A ligação entre Levir e Ricardo vão além deste clássico e de terem jogado na mesma posição quando jogadores. 

O ex-treinador do Atlético-MG, que passou por quatro oportunidades no clube mineiro, já teve passagem pelo Botafogo nas temporadas 2003-04. Na época, Levir conquistou o vice-campeonato da Série B do Campeonato Brasileiro, ficando atrás apenas do Palmeiras, campeão daquele ano. Ao todo, Levir comandou o alvinegro carioca em 67 partidas, com 31 vitórias, 17 empates e 19 derrotas.

Por outro lado, Ricardo Gomes é um dos nove treinadores do Mundo que já tiveram a oportunidade de comandar os quatro grandes clubes do Rio de Janeiro. Passou pelo Flamengo e Fluminense na temporada 2004, o Vasco da Gama em 2011 e, agora, pelo Botafogo em 2015-16. Os números atuais do Ricardo Gomes pelo alvinegro são bons: 31 jogos (20 vitórias – 5 empates – 6 derrotas).

Fazendo essa inversão com o Levir Culpi, o Ricardo Gomes também já esteve nas Laranjeiras, mas acabou tendo uma passagem bastante razoável: em 33 partidas, foram 12 vitórias, 11 empates e 10 derrotas. Gomes, na época, havia assumido o cargo após a demissão de Valdir Espinosa, no dia 05 de março de 2004. Mas após empatar em 1 a 1 com o Paysandu pelo Campeonato Brasileiro, acabou sofrendo do mesmo mal que seu antecessor e foi demitido do cargo. 

Levir Culpi e Ricardo Gomes, embora tenham tantas ligações, nunca se enfrentaram. Neste domingo, no Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, terão essa oportunidade de terem mais uma ligação. 

O invicto Botafogo deve vir à campo com: Jefferson; Luis Ricardo, Carli, Emerson (Renan Fonseca) e Diogo Barbosa; Airton, Bruno Silva, Rodrigo Lindoso e Gegê; Salgueiro e Ribamar.

Já o Fluminense, comandado por Levir, deve vir com: Diego Cavalieri, Wellington Silva, Renato Chaves, Marlon e Giovanni; Edson, Cícero; Marcos Junior, Diego Souza e Gustavo Scarpa; Osvaldo. 

O domingo, desde o início, fora sido marcado pelas diversas manifestações pelo país contra o governo Dilma (PT). Mas, à tarde, o que vai marcar, de fato, é o embate entre Levir e Ricardo Gomes.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Após derrota, Marcelo Oliveira é demitido e se despede por carta

Marcelo Oliveira deixa o comando do verdão após oito meses de trabalho
Após a derrota por 2 a 1 diante do Nacional-URU pela Copa Bridgestone Libertadores, o técnico Marcelo Oliveira não resistiu à pressão e acabou sendo demitido do cargo. Embora o Alexandre Mattos, diretor de futebol do clube, negar, Cuca segue sendo o principal nome para suceder o Marcelo Oliveira.

Diferentemente da saída do Oswaldo de Oliveira no verdão, Marcelo Oliveira não teve, sequer, uma entrevista coletiva para se despedir do cargo. Com isso, através da sua assessoria de imprensa, decidiu fazer uma carta de despedida. Confira na íntegra:

"Geralmente, quando um treinador deixa um clube, publicar uma nota de despedida é quase um padrão, mesmo que não esteja sendo sincero naquele momento. Porém, quero aqui enfatizar que as palavras que direi agora são sem hipocrisia alguma.

Realmente, gostaria de deixar meu muito obrigado a toda a diretoria da Sociedade Esportiva Palmeiras, desde o Paulo Nobre e o Alexandre Mattos até os demais integrantes da direção. Eles estiveram ao lado da comissão técnica do início ao fim da minha passagem, tanto nos bons quanto nos maus momentos, mesmo que isso muitas vezes não tenha sido percebido pelos olhos da imprensa. Na verdade, esse fato demonstra que nem tudo de bom que acontece em um trabalho chega aos holofotes, tampouco tem a necessidade de ser exposto. 

Quero expressar também minha gratidão aos funcionários do clube, pessoas competentes e dedicadas, que sempre tiveram atenção, carinho e respeito conosco, na fase de críticas ou na de glórias; ao grupo de jogadores, que sempre se doou ao máximo, independentemente de certos rumores externos que ocorreram, sobretudo preservando o bom ambiente ao longo desses mais de oito meses. De fato, foram muitas as dificuldades enfrentadas, mas conquistamos um título de expressão para o clube quando ninguém acreditava que seria possível. Conseguimos porque a consciência de que tínhamos uma responsabilidade compartilhada em cada partida falou mais alto, e a individualidade foi deixada de lado em benefício do mérito coletivo nos triunfos, sempre com o pensamento de que todos devem reagir depois dos tropeços. 

Já havia alguns anos que um título não era conquistado pelo Palmeiras, e a pressão por campanhas vitoriosas era nítida, assim como acontece em qualquer outra agremiação da grandeza deste clube. Justamente por isso, a Copa do Brasil me traz um alento muito grande, pois, como disse em algumas ocasiões, no futebol não se conquista nada em sorteio de loteria, então, uma parte dos nossos objetivos foi alcançada. Além disso, não teríamos tido êxito algum, especialmente no caso de um torneio mata-mata, caso o plantel não tivesse unido forças com a comissão técnica, com a diretoria e com a torcida em prol do mesmo objetivo.

Por isso, sem dúvida, saio com uma enorme satisfação por ter feito parte de um momento especial da história do Palmeiras. Todavia, deixo o clube com o sonho interrompido. Assim como era meu pensamento em outros trabalhos, prezo sempre por cumprir o contrato até o fim. Além disso, ser campeão da Libertadores é também um desejo meu e compartilhava desse sentimento com cada palmeirense que conversei. Quero deixar um recado muito honesto a essa torcida fanática e gigante: ficarei na torcida para que vocês possam celebrar a conquista da América, ainda este ano, com o novo comandante. Na maioria maciça dos nossos jogos no Allianz Parque, o apoio vindo das arquibancadas foi notório e incondicional, mesmo em momentos complicados do jogo. Esse incentivo nos fez ter vitórias épicas dentro de casa nos últimos meses. Dessa forma, sei que a equipe jamais caminhará sozinha e se manterá viva com possibilidades de seguir adiante e realizar o sonho de uma nova Libertadores.
 
Meus mais sinceros agradecimentos,

Marcelo Oliveira"

Contratado pelo clube alviverde em junho do ano passado, Marcelo Oliveira encerra a passagem com 53 jogos no currículo. Foram 24 vitórias, 11 empates e 18 derrotas no comando da equipe de Palestra Itália, números que tornaram o trabalho do treinador questionável, apesar da Copa do Brasil conquistada no fim de 2015.

Em um rápido comparativo, Oswaldo de Oliveira teve 60% de aproveitamento, resultado melhor do que o de Marcelo. Ambos foram demitidos. 

quinta-feira, 3 de março de 2016

A lista de Dunga

Neymar permanece sendo o nome de maior peso da Seleção Brasileira
Dunga convocou as suas 23 peças para disputar as duas próximas partidas pela Eliminatória para a Copa do Mundo de 2018, contra o Uruguai e Paraguai. A lista é formada por:

Goleiros: Alisson, Marcelo Grohe e Diego Alves;
Laterais: Danilo, Daniel Alves, Filipe Luis e Alex Sandro;
Zagueiros: David Luiz, Marquinhos, Miranda e Gil;
Volantes: Luiz Gustavo e Fernandinho;
Meias: Phillipe Coutinho, Kaká, Lucas Lima, Renato Augusto, Oscar, Willian e Douglas Costa;
Atacantes: Neymar, Hulk e Ricardo Oliveira;

Alguns bons nomes, outros não deveriam estar mais presentes e, por fim, nomes que não foram lembrados, mas que deveriam ser convocados. Vamos por parte. 

Na meta da Seleção Brasileira podemos perceber as ausências de Cássio e Jefferson, nomes testados anteriormente. Não tenho nada contra os três nomes chamados por Dunga hoje, caso de Alisson, Marcelo Grohe e Diego Alves. São bons nomes. Mas não formam o trio ideal. Alisson tem um potencial enorme a ser explorado. O goleiro do Grêmio, Grohe, vive talvez o seu auge. E Diego Alves vai voltando a sua boa forma. Mas Jefferson vem sendo o melhor goleiro do país há um bom tempo, mesmo quando atuou na Série B. Foi culpado por erros em conjunto. Dunga foi injusto. E mostra que justiça nunca foi seu forte. 

Outro que sofre com injustiças do ex-volante do Internacional é o Thiago Silva. Não dá para aceitar que um dos melhores zagueiros do Mundo – fato constatado pela FIFA, ao estar presente na Seleção do ano da FIFA – esteja fora da Seleção. O que aconteceu em 2014, o tal 7 x 1, precisa ficar lá. Não pode haver birra ainda por alguns atletas que viveram aquilo. 

Nas laterais, só faço uma menção ao Marcelo, do Real Madrid. Dunga explicou que ele passa por constantes lesões e, no momento, está tratando uma. Nesse momento, de fato, é compreensível a sua ausência. Apesar de não ter muito comprometimento defensivo, Marcelo ainda é o melhor nome que temos para a posição.

Na “volância”, Luiz Gustavo foi acertadamente convocado. Mas Fernandinho não tem mais espaço. Não merece. Se Dunga quer testar, que teste nessa posição. Temos bons nomes, como o Allan, do Napoli-ITA, que faz boa temporada juntamente com a equipe italiana que briga nas cabeças pelo título. 

Dunga acertou ao convocar os meias Lucas Lima, Renato Augusto e Willian. O santista é o principal nome de esperança que temos para 2018 no setor. O ex-corintiano merece pela temporada passada. E o jogador do Chelsea vive grande momento nos blues. As presenças de Kaká e Oscar são bastante contestáveis. O meia do Orlando City, aos 33 anos, serve apenas como referência para os nomes mais novos. Não está jogando em alto nível há algum tempo. Já Oscar, desde a temporada passada, não vem correspondendo tamanha paciência e confiança de Dunga. Já era para ter perdido essa vaga, por exemplo, para o Lucas, do PSG. Outro nome que poderia ganhar o espaço de Kaká é Nenê, do Vasco da Gama. Que desde o ano passado vem ‘gastando a bola’. 

No ataque não tem muito a ser feito. Neymar é nome certo, único titular absoluto. Hulk tem seus momentos, mas não me convence há algum tempo. Ricardo Oliveira, apesar da idade avançada, ainda é o melhor centroavante que temos. Fred poderia voltar a ser pensado novamente, vide as aparições do camisa 9 do Santos. É uma boa discussão. Um nome que poderia aparecer é o de Jonas, do Benfica, que vive, desde a temporada passada, uma fase muito boa. Somando as temporadas 2014/15 e 2015/16, o ex-atacante do Grêmio soma 59 gols em 69 partidas. Será que está bom?

Portanto, a minha convocação seria:

Goleiros: Jefferson, Marcelo Grohe e Alisson;
Laterais: Danilo, Daniel Alves, Filipe Luis e Alex Sandro (Marcelo*);
Zagueiros: Thiago Silva, Miranda, David Luiz e Marquinhos;
Volantes: Luiz Gustavo e Allan;
Meias: Philippe Coutinho, Willian, Renato Augusto, Lucas Lima, Douglas Costa e Nenê;
Atacantes: Lucas, Neymar, Jonas e Ricardo Oliveira

*Sem lesão, Marcelo seria convocado.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

A prepotência e potência não são mais as mesmas


Anderson Silva, na noite deste sábado (27), enfrentou e foi derrotado pelo americano Michael Bisping, no UFC Londres, realizado na Inglaterra. Após cinco rounds envoltos por muitas polêmicas, o brasileiro acabou não convencendo aos árbitros, que deram vitória a Bisping de forma unânime.

Desde o início da luta, Silva mostrava que estava em um nível abaixo da época da qual marcou história no UFC. Era de se esperar, tendo em vista que já alcançara a casa dos 40 anos de idade. Mas para a nossa surpresa, seus reflexos ainda estavam bem aguçados, e podemos perceber isso em suas rápidas esquivas, nos constantes ataques de Bisping nos dois primeiros rounds. Foi justamente por se esquivar demais, ao invés de lutar, que Anderson perdeu pontos importantes, que acabaram fazendo a diferença para os jurados.

Anderson Silva entrou no octógono confiante no seu estilo de luta, mas nós, brasileiros que já o assistimos inúmeras vezes, não. Sua lesão e grande derrota mais recente ocorreu, principalmente, por tentar "brincar" demais com o adversário. E Anderson pecou novamente por isso. Brincou, dançou, esquivou, mas não lutou. Foi querer lutar nos dois últimos rounds, onde, por pontos, não teria mais a possibilidade de vencer. Só restava a Anderson, bater. Mas bater muito, até apagar o americano.

O brasileiro até que tentou. Começou a encaixar alguns bons golpes no Bisping, mas não conseguia dar sequência a esses golpes, algo bem constante no seu auge. Anderson perdeu sua explosão. Não tinha mais a mesma potência de "partir para cima" do adversário atordoado. O americano acusou por diversas vezes os golpes de Anderson, mas teve tempo sempre de se recuperar. 

Anderson Silva aplica joelhada em Michael Bisping
Até que chega o momento, no fim do terceiro round, em que Michael Bisping reclama com o árbitro da luta, Herb Dean, que seu protetor bocal havia caído no chão e que precisaria pegá-lo. Anderson Silva, então, aproveitou e o aplicou uma joelhad
a que acabou derrubando o americano. O brasileiro comemorou, mas Dean não havia dado vitória para o Anderson Silva. O árbitro explicou o motivo:

"No momento em que o round foi encerrado, Bisping não estava inconsciente. Ele estava caído e machucado, mas estava olhando para Anderson em postura defensiva e, vendo isso, eu não poderia parar a luta. Se, ao invés de comemorar, Anderson tivesse continuado a atacar, aí sim, seria uma outra história. Mas ele estava festejando quando o gongo soou, e só ali o round acabou".

Após a polêmica, ainda ocorreram dois rounds. Vencidos por Anderson Silva, no meu entendimento. O brasileiro aproveitou que os muitos sangramentos no rosto do adversário e cresceu na luta. Mas sem a velha potência e explosão, não conseguia emplacar uma sequência de golpes que, consequentemente, lhe daria a vitória. 

No fim, Anderson perdeu por pontos. Perdeu por não ter a mesma potência de antes e a prepotência que tinha objetivo. Ontem, em Londres, Anderson não lutou e foi disparar contra o UFC, afirmando ter corrupção, assim como no Brasil. Depois de tantos anos defendendo essa competição, ganhando dinheiro em cima disso, fica muito feio atacar o evento. Ninguém no Brasil esquecerá sua história, Anderson. Nada será apagado por derrotas. Mas não dê uma de Ronaldinho Gaúcho e não manche suas glórias com polêmicas no fim de carreira. 

Abraço,

Arthur Guedes.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Renovação no mercado de treinadores: sem paciência, sem resultados

Deivid, novo comandante do Cruzeiro
Comandante. Chefe. Professor. Você pode chamar de diversas formas aquele senhor que, por vezes, senta no banco de reserva ou, por outras vezes, vai até na beirada do campo gritar com seus jogadores. Ser treinador de futebol está longe de ser uma profissão fácil e talvez por isso vejamos quase sempre os mesmos nomes perambulando pelos clubes tantas vezes. Essa pouca renovação no mercado de técnicos está começando a mudar, felizmente, com aparições de nomes como o Roger Machado, do Grêmio, por exemplo, ou até mesmo o Deivid, ex-atacante e hoje treinador do Cruzeiro.

O futebol brasileiro tem como uma característica bastante evidente a pouca paciência e, desta forma, preza sempre pelo bom resultado de forma imediata, rápida. Nós, brasileiros, sempre queremos que as coisas mudem de forma instantânea, da água para o vinho. Mas, na verdade, sabemos que isso não acontece, a menos que Jesus queira voltar para a Terra e escolha ser técnico de futebol.

O futebol, acima de qualquer coisa, é planejamento. Existem exceções? Claro que sim. O Flamengo em 2009 talvez tenha sido o mais recente. Mas não podemos nos basear por isso. É cansativo sempre vermos nomes como o de Celso Roth, Luxemburgo, Joel Santana, Mano Menezes e tantos outros que já tiveram outras chances (e tantas outras!), mas que não vingaram tanto (com exceção do Luxa e do Joel, que já conquistaram títulos expressivos). Mas que tal mudar? Que tal darmos espaços para aqueles que estão aparecendo? Para aqueles que se destacam em divisões inferiores, que passam por maiores dificuldades e que mesmo assim obtiveram êxito?

O que pode parecer estranho aqui no Brasil, na Europa não é. Basta lembrarmos, por exemplo, do Jurgen Klopp, que fez um excelente trabalho no Borussia Dortmund, em 2001, época que tinha 43 anos apenas. Rafa Benítez conduziu o Liverpool à glória em 2005, quando tinha 45 anos. Frank Rijkaard tinha 43 anos quando conduziu o Barcelona ao seu primeiro título europeu desde 1992. Com 47 anos de idade, Carlo Ancelotti conquistou a sua segunda coroa europeia como treinador do Milan em 2007. André Villas-Boas, aos 33 anos, tornou-se o mais jovem treinador a vencer uma competição europeia quando o FC Porto triunfou na final da UEFA Europa League de 2011. Mais recentemente, Zidane se tornou o novo técnico do Real Madrid, aos 43 anos.

Exemplos não faltam. Até aqui perto. Na Argentina, Marcelo Gallardo venceu a Copa Libertadores da América pelo River Plate aos 39 anos de idade. O treinador do Huracan, Eduardo Domínguez, foi vice-campeão da Copa Sul-Americana. Ele possui 37 anos de idade. Por que não apostamos aqui no Brasil? É essa a pergunta que temos que nos fazer.

Deivid, aos 36 anos, ao lado do Pedrinho, 38 anos, formam a comissão técnica do Cruzeiro para a temporada de 2016 (técnico e auxiliar técnico, respectivamente). O que mais torço é para que ambos tenham tempo necessário para poderem desempenhar um bom papel. Não existe treinador que chega para resolver. O treinador resolve um problema com trabalho, com tempo. Que eles tenham tempo e confiança, assim como teve o Roger Machado no Grêmio que teve seu contrato renovado, após suceder o Luis Felipe Scolari (treinador renomado, com títulos expressivos, mas que fez um péssimo trabalho).

Nós temos exemplos de bons trabalhos. Agora teremos que ter bons exemplos de paciência. Será?

Um grande abraço,

Arthur Guedes.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

ARENA LÉLIA - DESPEDIDA DE 2015


20 de dezembro de 2015. Um domingo meio ensolarado, mas com uma temperatura um pouco mais amena do que vinha acontecendo durante toda a semana. Um pré-jogo especial, com um Barcelona e River Plate se enfrentando pela final do Mundial de Clubes da FIFA, às 8:30 da manhã. Com certeza, desde o início, era um domingo especial, o dia onde a amizade prevaleceria, acima de tudo. 

A boa resenha não aconteceu somente no momento em que chegamos na Arena Lélia Gonzalez. No grupo do WhatsApp, zoeiras e muito papo já estavam acontecendo há muito tempo, tornando aquele dia 20 de dezembro uma data para lá se aguardada.

Rodrigo "Batatão", zagueiro com personalidade forte, desde o principio, nas conversas, tentava intimidar os adversários, que em contrapartida, chamavam o "Batatão" de "purêzinho derretido". Gabriel Peçanha, no maior estilo Zlatan Ibrahimovic, se vangloriava dias antes do jogo, algo que não deve ser feito, a menos que você seja, de fato, o Ibrahimovic.

As risadas foram partes fundamentais desde o inicio da criação do evento. E que evento! Aos poucos, já na Arena Lélia, os times iam chegando no gramado para a preparação dos duelos tão aguardados. Chuteiras iam sendo amarradas, trocas de insultos, por vezes, mas somente como forma de engrandecer o evento. Mas vamos ao que interessa, que foi quando a bola rolou.

Escalações


O primeiro time era formado por Gabriel Peçanha, Jaelson, Matheus (o Netinho), Juninho (o Aubameyang de Ramos), Marquinhos e Matheus (o reclamão da arbitragem). Que time! O mais forte e o que mais venceu na Arena Lélia.

O segundo time, que fez duelo logo de cara com o primeiro time, era formado por Mosquito, Rodrigo "Batatão", Fernando, Raian e Arthur Guedes. Time sem panela, montado na força, na vontade, mas que perdia gols aos montes e, por isso, decepcionou um pouco.

O terceiro time, por fim, era composto por Gabriel (destaque no gol), Leonan, Rodrigo Silva, Pablo e dois amigos do Rodrigo, que neste momento são desconhecidos. Time rápido, com boas saídas e ofensivo. Bateu de frente com o primeiro time em muitas vezes. 


Comentários e notas

TIME 1:

Gabriel Peçanha desapontou e muito seu elenco. Em grande parte das vezes, foi aquele goleiro catimbeiro, prendendo muito a bola, tentando a ligação direta fazendo, desta forma, o seu time correr mais atrás da bola, do que com ela no pé. Por outro lado, ainda sim conseguiu ser determinante nas defesas, salvando seu time em chances claras de gol. Teve a oportunidade de se consagrar, perto do fim, com um gol de pênalti, mas desperdiçou em brilhante defesa do seu xará, Gabriel. NOTA 6,0.

Jaelson foi um dos jogadores disputados pelos times, antes da bola rolar. Acabou fechando contrato com o time 1 e fez muito bem o seu papel. Foi um dos jogadores mais sérios do time, correndo todo o campo e lembrando muito o Apodi, da Chapecoense. Fôlego interminável, disposição do início ao fim. Jaelson esteve na defesa, no meio e no ataque. Era onipresente. Sem dúvida alguma, foi peça determinante para o bom desempenho da equipe número 1, após suas belas arrancadas e assistências para finalizações. NOTA 8,5.

Matheus, também chamado por Matuidi durante a partida, esbanjou classe com a bola durante todas as partidas. Era o camisa 10 clássico, que os clubes buscam até hoje. Passe para cá, passe para lá, em qualquer jogada feita pelo seu time, a bola tinha a obrigatoriedade de passar pelos seus pés. Ditou o ritmo do time e, em dado momento, por conta da falta de fôlego, acabou ficando mais à frente, quase como um centroavante. Foi importantíssimo! Se melhorar a forma física, se tornará uma peça indispensável em qualquer equipe. Matheus deu um lençol de extrema felicidade, numa partida, e em outra, deu uma lambreta no Arthur Guedes, que se protegeu com a mão. Lance normal, mas o árbitro caseiro deu falta. Vai entender...(risos!). NOTA 8,5.

Juninho, que estava lembrando muito o Aubameyang, jogador do Borússia Dortmund, fez jus à lembrança e foi o principal atacante do time. Deu arrancadas, chutes fortes e, também, colocados. Por vezes, ainda voltava para fortalecer a defesa de seu time. Juninho, desde a época de colégio, sempre se notabilizou por sua velocidade e força. Não mudou. Se você um dia quiser montar um time e precisar de um bom atacante, chame ele. NOTA 7,5.

Marquinhos, o homem da toca do Fluminense. Ele não fugiu da partida em nenhum momento, mas não foi tão decisivo quanto na época de colégio. Correu, se movimentou, como sempre se caracterizou. Talvez por ter poucos espaços, ele não tenha conseguido se destacar. Ainda sim, é um jogador importante e que sabe jogar, o mais importante, não é? NOTA 7,0.

Matheus "paraíba", assim apelidado por seu time. Um jogador moderno, que se movimentou desde o início da partida até o fim. Dividiu com o Netinho a responsabilidade de comandar os movimentos ofensivos do time 1. Conseguiu com êxito. Bons passes, bons dribles, espaços abertos. Não à toa, esse time deu liga. Bons armadores, bons atacantes e comprometimento na defesa. Matheus seria o destaque das partidas, caso não desse uma de "Sérgio Busquets", do Barcelona, e reclamasse o tempo todo da arbitragem. Sofreu muitas faltas, sim. Mas se encher o saco do árbitro, criará antipatia. Aprende, Matheus! NOTA 9,0.

TIME 2:

Mosquito foi um polivalente. Defendeu, atacou e, inclusive, foi goleiro. Sendo sincero, Mosquito se destacou foi no gol, até por sua altura. Fez ótimas defesas, quando exigido. Na linha, esteve um pouco perdido, perdeu gols, mas era a referência no ataque, o centroavante. Se não fossem os gols perdidos, teria se destacado. NOTA 5,5.

Rodrigo Oliveira, o "Batatão". Zagueiro de origem, duro, com bom posicionamento e experiente de outros campeonatos. Com um físico bom, correu todas as partidas e se destacou por se dividir entre a defesa e o meio campo. Muitas vezes, deu uma de Lúcio, zagueiro que foi da Seleção Brasileira, ao dar arrancadas no estilo "seja o que Deus quiser". Algumas vezes deu certo. Outras, não. Mas a sua luta, vontade nos desarmes, e entrega em prol da equipe o tornam o líder da equipe 2. Zagueiro que se preze tem que bater boca com adversário mesmo, tem que intimidar o atacante, e "Batatão" fez isso. Segurança total! E na frente, ainda deu uma caneta pra lá de bonita no Gabriel (gordinho). NOTA 9,0.

Fernando, um jogador que o jornalista que vos escreve ainda não havia conhecido. Boa surpresa! Foi um jogador importante dentro de campo, compôs a zaga ao lado de Rodrigo e passou segurança. Em algumas oportunidades, passou à frente, mas não conseguiu ter o mesmo êxito na parte ofensiva. Tem recursos, estatura e força. Como disse, uma grata surpresa. Quero aguardar os próximos jogos deste jogador! NOTA 6,5.

Raian compôs o ataque do time número 2 com rápidos dribles e velocidade. Era a válvula de escape do time, quase um ponta. Se destacou na beirada do campo, no mano-a-mano. Me surpreendeu ao marcar gols, coisa que não acontecia com tanta frequência na época de colégio. Foi bem! Era um CR7 sem grife. NOTA 7,0.

Arthur Guedes, atacante e meia do time 2. É também o jornalista que vos escreve. E não vai ser por isso que vai ter a melhor nota. Arthur sofre pela forma física e falta de ritmo. Esteve abaixo de muitos, perante esses quesitos físicos. Mas lutou, chutou ao gol em várias oportunidades e deu passes esbanjando categoria, perto do fim. Tem técnica, mas precisa evoluir fisicamente, com uma sequência de jogos. Foi um Loco Abreu, é claro. NOTA 11.

TIME 3:

Gabriel (o gordinho) surpreendeu a todos neste domingo atípico. Jogou, assim como o Mosquito da equipe 2, tanto na linha, no ataque, quanto no gol, se destacando pelas defesas difíceis. Gabriel, como atacante, mostrou qualidade nas finalizações, principalmente quando largou uma sabugada no ângulo do gol do seu xará, Gabriel Peçanha. Depois, comemorou com marra, olhando fixamente para o goleiro que acabara de ser vazado. Faz parte do show. Duelo antigo. No gol, Gabriel pegou uma, duas, três e tantas outras vezes. Bola rasteira, no alto, no canto e no meio. Só dava ele. Espalmava, se jogava no chão e tentava reposições. Se destacou e muito, principalmente quando pegou o pênalti do Gabriel Peçanha, seu eterno rival! NOTA 9,0.

Leonan é o típico jogador tranquilo, que joga com uma frieza sem tamanho. É quase um Pirlo nos passes, mas neste domingo deu uma de Ronaldinho Gaúcho. Grife, mas pouco futebol. No sábado, mostrando total falta de comprometimento, foi para noitada, com fotos em todos os jornais, e chegou na partida sem condições normais de jogo. Entrou em campo, mas pouco se movimentou. No fim da partida, foi o escolhido para o exame antidoping. O resultado sai daqui a dois dias. É aguardar! NOTA 5,5.

Rodrigo Silva, atacante alto, que busca muitas vezes o contato direto com o adversário, foi bem nos jogos que disputou. Não foi decisivo, como em outras oportunidades, mas ainda sim foi nome forte nos movimentos ofensivos do time. Pela altura, se tornou referência para lançamentos e como pivô. Poderia ter jogado melhor, se o time tivesse se destacado mais. Teve que se doar à defesa e não conseguiu dar atenção total ao ataque. Apesar disso, ainda marcou seus bons gols. NOTA 7,0.

Pablo, bem ao estilo Bernard, com alegria nas pernas, foi destaque pelo pulmão e por arrancadas ofensivas. Jogava em profundidade e ele chegava. Seja de um lado ou de outro, lá estava Pablo. Como muitos pediram na Arena Lélia, Pablo é forte candidato à revelação do campeonato. NOTA 7,5.

Desconhecido número 1 é amigo do Rodrigo Silva (o Chico) e foi destaque do time com a poderosa canhota. Era um Robben sem vidro elétrico. Tinha velocidade, dribles rápidos e foi um atleta moderno: forte no ataque, forte na defesa. Sem dúvida alguma, foi o destaque na linha do time 3. Sem ele, o time seria presa fácil. NOTA 8,5.

O desconhecido número 2 também é amigo do Rodrigo Silva (o Chico), mas não conseguiu se destacar. Ele era o irmão gêmeo do meia belga, Eden Hazard, do Chelsea, mas de longe não conseguiu fazer nem 10% do que o belga faz no clube de Londres. Se movimentou, brigou no meio campo pela posse da bola, mas faltou qualidade. Se posicionou mais defensivamente e, quanto a isso, não comprometeu. NOTA 6,0.


Premiações:


Melhor goleiro da competição: Gabriel "gordinho"
Melhor zagueiro da competição: Rodrigo "Batatão"
Melhor meia: Matheus "Netinho"
Melhor atacante: Rodrigo Silva

Seleção do Campeonato: 

Gabriel "gordinho"; Rodrigo "Batatão", Matheus (paraíba) e Matheus (netinho), Jaelson e Rodrigo Silva.

Craque do campeonato: Matheus (Paraíba)
Craque da galera: Jaelson
Drible da rodada: Caneta do Rodrigo "batatão" no Gabriel (gordinho).
Golaço da rodada: Gol do Juninho de longa distância (que o Gabriel Peçanha tentou roubar)
Revelação do campeonato: Pablo, alegria nas pernas
Artilheiro: Rodrigo Silva (Mas não tenho a lista dos gols. De cabeça, acho que foi ele)
Campeão do Campeonato: Time número 1.
Pereba da rodada: Amigo do Chico que parece com Hazard
Vacilão da rodada: Eder, Arnon e Patrick (furões)

O próximo ano, de 2016, reservará diversas outras edições deste campeonato que é para lá de especial. O mais importante é a confraternização. Uma pena os furões não terem comparecido, mas quem perdeu foram eles, que estiveram de fora deste campeonato incrível. O meu muito obrigado a todos e em 2016 estaremos juntos. Afinal de contas, não podemos esquecer jamais que...TORCEMOS JUNTOS!

Um grande abraço,

Arthur Guedes.