terça-feira, 19 de julho de 2016

Na onda do 'hepta', sete motivos para acreditar no sucesso de Diego no Flamengo


A chegada do meia Diego Ribas, que pertencia ao Fenerbahçe-TUR, trouxe novamente aos torcedores rubro-negros a esperança de mais um título brasileiro. De acordo com os mais fervorosos, Diego trouxe consigo o 'cheirinho do heptacampeonato'.

O que Diego trouxe consigo, sem dúvida alguma, foi a esperança de que hoje o Flamengo possui um elenco recheado, com pelo menos dois bons nomes para cada posição no campo, e com estrelas salientando o time. Antes do meia, que foi revelado no Santos, chegaram Ederson e Paolo Guerrero. Mais recentemente, ainda, Leandro Damião. Formando assim um elenco capaz, teoricamente, de disputar o título do Campeonato Brasileiro 2016 ou, pelo menos, conquistar uma vaga para a Copa Libertadores da América da próxima temporada.

Diego não é o Zico da nova geração. Nem tem condições de ser. Na verdade, não tem a necessidade de substituir o eterno camisa 10 rubro-negro. O que fez os torcedores clamarem por sua contratação - e esse 'namoro' vem de algumas temporadas passadas - foi a sua qualidade comprovada dentro de campo. 

O novo meia rubro-negro renova o 'ego' dos torcedores e os fazem crer que mais um título importante está vindo para a Gávea. E na onda do 'cheiro do hepta', seguem sete motivos para acreditar no sucesso de Diego Ribas com a camisa do Flamengo:

1) Diego é um vencedor. Dos sete clubes por onde passou, somente em dois não conquistou nenhum título. Foi campeão Brasileiro no Santos em 2002 e 2004, venceu três canecos pelo Porto, outros dois no Werder Bremen e no Atlético de Madrid, e um troféu com a Juventus. Passou em branco apenas pelo Wolfsburg e Fenerbahçe.

2) O novo meia rubro-negro é versátil, pode jogar um pouco mais recuado, como um camisa 8, ou mais adiantado (como deve ocorrer) sendo o principal armador da equipe. 

3) Entende a sua importância no clube. Já chegou demonstrando carinho ao torcedor do Flamengo.

4) Teve o desejo de fechar com o Flamengo. É um jogador com um histórico conhecido no futebol internacional, tem 31 anos e ainda possui mercado na Europa, mas abriu mão disso tudo para retornar ao futebol brasileiro após 12 anos. E o escolheu o rubro-negro.

5)  Pelo Fenerbahçe, Diego disputou 75 partidas e mostra que a parte física e lesões não devem fazer parte de sua rotina.

6) Números expressivos na carreira em sua trajetória pela Europa: 403 jogos, 101 gols e 111 assistências

7) O sétimo motivo não poderia ser outro: ao lado dos demais companheiros rubro-negros, a busca pela conquista do 'heptacampeonato' tão sonhado pelos torcedores.

Diego Ribas chega ao Flamengo para comandar o meio-campo e ser o 'cara' do elenco, ao lado de grandes nomes como Guerrero e Ederson. Diego ressucita a alegria do torcedor. Ressucita a euforia tão tradicional. E faz o mais fervoroso torcedor sentir o 'cheiro do hepta' no ar.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Isaías Tinoco sobre interesse do Flamengo: 'Aconteceu, não vou mentir, mas o combinado era não vazar'


Após ter vencido o Vasco da Gama em duas disputas por jogadores, no caso do zagueiro Rafael Vaz e do atacante Leandro Damião, o Flamengo tentou contactar o gerente de futebol do Cruz-maltino, Isaías Tinoco. O contato foi feito pelo vice-presidente de gabinete da presidência, Plínio Serpa Pinto, como informou a jornalista Marluci Martins em seu blog no Jornal Extra.

Isaías Tinoco teve várias passagens pelo rubro-negro carioca, a última delas no período entre 2005 a 2012 onde trabalhou com Zico e até Vanderlei Luxemburgo. A vinda de Isaías ao Flamengo naturalmente iria custar o cargo do até então gerente de futebol do clube, Rodrigo Caetano, que não tem o apoio unânime no clube carioca.

Em conversa com o próprio Isaías, o então gerente de futebol do Vasco da Gama revelou que o contato existiu:

- Há trinta dias. Prometi não divulgar a ligação. Vazou maldosamente.

Isaías, novamente, confirma o contato feito por parte do Flamengo e reitera que havia um acordo para que o contato não fosse divulgado:

- Aconteceu, não vou mentir. Só que o combinado era de não vazar.

Isaías Tinoco está no Vasco da Gama há um pouco mais de sete meses, após ter tido uma passagem de pouco sucesso como diretor de futebol no Cruzeiro. A relação entre Tinoco e Eurico Miranda pode ter sido um fator decisivo para a rejeição ao contato feito pelo rival e permanência no Vasco da Gama, clube qual o acolheu em dezembro de 2015.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Idolatria, artilharia e história eternizada: Por que Fred trocou o Fluminense?


Fred troca o Fluminense (e um salário de R$ 800 mil por mês) para assinar com o Atlético-MG (para receber um salário inferior, de R$ 500 mil/mês). Por que o camisa 9, que é ídolo nas Laranjeiras, faria essa troca após passar sete anos e três meses no tricolor?

O terceiro maior artilheiro do Fluminense ainda tinha mais dois anos e meio de contrato (que lhe renderia, até o término, R$ 33 milhões). Tendo em vista que o jogador já possui 32 anos e o seu padrão salarial dificulta uma possível negociação no mercado brasileiro, Fred tinha tudo para permanecer, pensando apenas pelo lado financeiro. Mas Fred não pensou desta maneira.

Após assinar a renovação de contrato por mais quatro temporadas com o tricolor, em 2015, Fred aceitou uma redução salarial de R$ 150 mil por mês, enxergando seu salário de R$ 950 mil cair para R$ 800 mil.

Um pequeno atrito ocorreu na temporada seguinte, em 2016, quando Fred pediu um aumento de salário para cerca de R$ 900 mil, que em 2017 seria reajustado para R$ 1 milhão. O Fluminense negou diante da crise financeira que o clube se encontrava, tendo em vista que o tricolor ainda estava em busca de um patrocinador máster, após a perda da UNIMED.

A negativa gerou um clima ruim principalmente após o Fluminense abrir seus cofres para contratar jogadores para o elenco, como o zagueiro Henrique, por exemplo.

Com a chegada de Levir Culpi, em abril deste ano, o desgaste de Fred ocorreu de forma mais insinuante. O camisa 9 chegou a dizer que não jogaria mais pelo Fluminense enquanto o treinador estivesse por lá. A crise foi gerida, mas não foi digerida.

Pouco antes de realizar sua sétima partida, o que o impossibilitaria de negociar com qualquer outro clube do Campeonato Brasileiro, Fred pediu para ser negociado e viu no Atlético-MG a oportunidade de retornar ao seu local predileto: Minas Gerais.

A saída de Fred, para o Fluminense, representa um alívio financeiro. A saída de Fred, para o Fred, representa uma busca por novos ideais e objetivos. Ele fez tudo o que podia e não podia pelo Fluminense. Venceu, sendo protagonista, os títulos brasileiros de 2010 e 2012. Tornou-se o terceiro maior artilheiro do clube das Laranjeiras após marcar 172 gols em 288 partidas. Conquistou inúmeros prêmios individuais vivendo umas das suas melhores fases na carreira no Fluminense.


O Fred pode estar se despedindo, mas sempre estará na história tricolor (quiçá como o maior).  

Um grande abraço,
Arthur Guedes.

sábado, 4 de junho de 2016

Qual é o melhor Brasil para a Copa América?

Seleção Brasileira no amistoso contra o Panamá
A Copa América Centenário, realizada nos Estados Unidos, já começou nesta sexta-feira com a derrota dos donos da casa para a Colômbia, por 2 a 0 (gols de Zapata e James Rodríguez). E neste sábado, às 23h, teremos a estreia da nossa seleção brasileira nesta competição. A convocação feita por Dunga sofreu diversas alterações até chegar aos 23 jogadores que disputarão o campeonato.

Não teremos o Neymar, craque do Barcelona e única peça que poderíamos contar como "decisivo". Em troca, teremos ele nos Jogos Olímpicos. Mas será que a falta dele, mediante as peças que temos atualmente, será duramente sentida?

Para a partida contra o Equador, neste sábado, Dunga deverá escalar a seleção brasileira da seguinte maneira (foto ao lado). Alisson, por outras atuações, começa no gol. Na defesa, a escolha de Gil me intriga bastante. Mediante disso, dentro das opções possíveis, escalaria o Marquinhos, do Paris Saint-Germain, por ser um zagueiro com enorme potencial e jovem, 22 anos. Daniel Alves (no momento, é incontestável), enquanto Filipe Luís chega como titular por falta de opção. Marcelo, apesar do desafeto com Dunga, ainda é a melhor escolha. 

No meia, a aparição de Casemiro, do Real Madrid, foi a coisa mais aprazível neste momento. Foi o ponto de equilíbrio da equipe merengue, tão elogiado por diversos treinadores europeus, como por exemplo, Diego Simeone, antes de enfrentá-lo na final da Uefa Champions League. Renato Augusto, jogando no futebol chinês, ainda não me passou confiança. Joga de forma mais recuada ao lado de Elias para tentar trazer uma nova forma de pensar de meio-campista, que ataca e defende. Acho a ideia incrível e plausível desde sempre. Só não sei se é a melhor opção. Vou montar a seleção com outra formação e, diante disso, explicar o porquê.

Philippe Coutinho vem fazendo um bom trabalho no Liverpool há algumas temporadas. Foi bem nos amistosos e merece ser titular. Vai, no momento, jogar na posição do Neymar. Mas dentro do campo, vai fazer uma outra função. É um meia armador, que sem a bola, juntamente com o Willian, vai recompor e fazer um linha com cinco jogadores, tendo apenas o Jonas mais à frente. 

É uma seleção aguerrida, com uma proposta bem perceptível que, diferentemente de outras gerações que já tivemos, joga para vencer, e não para encantar. Gosto disso. Mas gostaria de trazer um pouco mais de qualidade. 

A minha mudança começa na meta brasileira: Diego Alves. Fez mais uma boa temporada no Valencia, é seguro, tem 30 anos, e merece a oportunidade. Embora o Alisson seja uma escolha pensando no futuro, no momento, sinto que o goleiro, ex-Internacional, precisa evoluir em alguns pontos ainda antes de figurar na camisa número um. 

Na defesa, como disse, Marquinhos seria meu titular. Fora isso, dentro das opções possíveis (E Thiago Silva e Marcelo não estão) não tem muito o que mudar. No meio, sim. Embora a formação não mude tanto, as peças precisam ser mudadas.

Elias e Casemiro permanecem. Fiz a mudança do Renato Augusto porque, como disse acima, ele não me passa a segurança ainda. Tanto o Elias, quanto do Casemiro vão atacar e defender. Ambos têm qualidade para essa tarefa, prevalecendo, desta maneira, a ideia que tanto prezo no futebol: volantes modernos. 

Há muito tempo eu peço a titularidade de Paulo Henrique Ganso. O mesmo, entretanto, não vinha jogando nem pra ser convocado. Esta temporada, sim. Jogou, está sendo o cara decisivo no São Paulo, e está se comprometendo novamente com o futebol. Este é o momento certo para darmos a oportunidade do Ganso crescer de vez no futebol. O talento dele sempre foi indiscutível. Ele é o camisa 10 que precisamos. E gostaria que ele fosse nosso protagonista, na ausência de Neymar. 

Outra mudança é a presença de Gabriel Barbosa, ou "Gabigol". O jogador do Santos tem MUITA bola, tem apenas 19 anos e, a meu ver, está na frente de Willian, do Chelsea. Lucas Moura, do PSG, também poderia lutar pela vaga. A recomposição permanece a mesma: Philippe Coutinho e Gabriel voltam para montar uma linha de cinco jogadores no meio, tendo o Jonas como a única referência na frente.

Fica a menção honrosa para a vinda de Walace, do Grêmio, no lugar de Luiz Gustavo, que pediu dispensa. Mais uma prova que não há mais espaço para volantes que só sabem defender. 

E você?
Como escalaria a seleção com os 23 jogadores disponíveis?

Grande abraço,
Arthur Guedes.

domingo, 13 de março de 2016

O primeiro Levir Culpi x Ricardo Gomes


Neste domingo, logo mais, Fluminense e Botafogo estreiam pela Taça Guanabara disputando um clássico que será marcado por ser a primeira vez que Levir Culpi e Ricardo Gomes se enfrentam no futebol.

Como jogadores, foram zagueiros. Hoje, como treinadores, terão que usar suas peças para atacar e, com isso, conquistar os três pontos importantíssimos, já que o clube que tiver a maior regularidade, ou seja, terminar em primeiro colocado no grupo, conquistará o título. A ligação entre Levir e Ricardo vão além deste clássico e de terem jogado na mesma posição quando jogadores. 

O ex-treinador do Atlético-MG, que passou por quatro oportunidades no clube mineiro, já teve passagem pelo Botafogo nas temporadas 2003-04. Na época, Levir conquistou o vice-campeonato da Série B do Campeonato Brasileiro, ficando atrás apenas do Palmeiras, campeão daquele ano. Ao todo, Levir comandou o alvinegro carioca em 67 partidas, com 31 vitórias, 17 empates e 19 derrotas.

Por outro lado, Ricardo Gomes é um dos nove treinadores do Mundo que já tiveram a oportunidade de comandar os quatro grandes clubes do Rio de Janeiro. Passou pelo Flamengo e Fluminense na temporada 2004, o Vasco da Gama em 2011 e, agora, pelo Botafogo em 2015-16. Os números atuais do Ricardo Gomes pelo alvinegro são bons: 31 jogos (20 vitórias – 5 empates – 6 derrotas).

Fazendo essa inversão com o Levir Culpi, o Ricardo Gomes também já esteve nas Laranjeiras, mas acabou tendo uma passagem bastante razoável: em 33 partidas, foram 12 vitórias, 11 empates e 10 derrotas. Gomes, na época, havia assumido o cargo após a demissão de Valdir Espinosa, no dia 05 de março de 2004. Mas após empatar em 1 a 1 com o Paysandu pelo Campeonato Brasileiro, acabou sofrendo do mesmo mal que seu antecessor e foi demitido do cargo. 

Levir Culpi e Ricardo Gomes, embora tenham tantas ligações, nunca se enfrentaram. Neste domingo, no Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, terão essa oportunidade de terem mais uma ligação. 

O invicto Botafogo deve vir à campo com: Jefferson; Luis Ricardo, Carli, Emerson (Renan Fonseca) e Diogo Barbosa; Airton, Bruno Silva, Rodrigo Lindoso e Gegê; Salgueiro e Ribamar.

Já o Fluminense, comandado por Levir, deve vir com: Diego Cavalieri, Wellington Silva, Renato Chaves, Marlon e Giovanni; Edson, Cícero; Marcos Junior, Diego Souza e Gustavo Scarpa; Osvaldo. 

O domingo, desde o início, fora sido marcado pelas diversas manifestações pelo país contra o governo Dilma (PT). Mas, à tarde, o que vai marcar, de fato, é o embate entre Levir e Ricardo Gomes.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Após derrota, Marcelo Oliveira é demitido e se despede por carta

Marcelo Oliveira deixa o comando do verdão após oito meses de trabalho
Após a derrota por 2 a 1 diante do Nacional-URU pela Copa Bridgestone Libertadores, o técnico Marcelo Oliveira não resistiu à pressão e acabou sendo demitido do cargo. Embora o Alexandre Mattos, diretor de futebol do clube, negar, Cuca segue sendo o principal nome para suceder o Marcelo Oliveira.

Diferentemente da saída do Oswaldo de Oliveira no verdão, Marcelo Oliveira não teve, sequer, uma entrevista coletiva para se despedir do cargo. Com isso, através da sua assessoria de imprensa, decidiu fazer uma carta de despedida. Confira na íntegra:

"Geralmente, quando um treinador deixa um clube, publicar uma nota de despedida é quase um padrão, mesmo que não esteja sendo sincero naquele momento. Porém, quero aqui enfatizar que as palavras que direi agora são sem hipocrisia alguma.

Realmente, gostaria de deixar meu muito obrigado a toda a diretoria da Sociedade Esportiva Palmeiras, desde o Paulo Nobre e o Alexandre Mattos até os demais integrantes da direção. Eles estiveram ao lado da comissão técnica do início ao fim da minha passagem, tanto nos bons quanto nos maus momentos, mesmo que isso muitas vezes não tenha sido percebido pelos olhos da imprensa. Na verdade, esse fato demonstra que nem tudo de bom que acontece em um trabalho chega aos holofotes, tampouco tem a necessidade de ser exposto. 

Quero expressar também minha gratidão aos funcionários do clube, pessoas competentes e dedicadas, que sempre tiveram atenção, carinho e respeito conosco, na fase de críticas ou na de glórias; ao grupo de jogadores, que sempre se doou ao máximo, independentemente de certos rumores externos que ocorreram, sobretudo preservando o bom ambiente ao longo desses mais de oito meses. De fato, foram muitas as dificuldades enfrentadas, mas conquistamos um título de expressão para o clube quando ninguém acreditava que seria possível. Conseguimos porque a consciência de que tínhamos uma responsabilidade compartilhada em cada partida falou mais alto, e a individualidade foi deixada de lado em benefício do mérito coletivo nos triunfos, sempre com o pensamento de que todos devem reagir depois dos tropeços. 

Já havia alguns anos que um título não era conquistado pelo Palmeiras, e a pressão por campanhas vitoriosas era nítida, assim como acontece em qualquer outra agremiação da grandeza deste clube. Justamente por isso, a Copa do Brasil me traz um alento muito grande, pois, como disse em algumas ocasiões, no futebol não se conquista nada em sorteio de loteria, então, uma parte dos nossos objetivos foi alcançada. Além disso, não teríamos tido êxito algum, especialmente no caso de um torneio mata-mata, caso o plantel não tivesse unido forças com a comissão técnica, com a diretoria e com a torcida em prol do mesmo objetivo.

Por isso, sem dúvida, saio com uma enorme satisfação por ter feito parte de um momento especial da história do Palmeiras. Todavia, deixo o clube com o sonho interrompido. Assim como era meu pensamento em outros trabalhos, prezo sempre por cumprir o contrato até o fim. Além disso, ser campeão da Libertadores é também um desejo meu e compartilhava desse sentimento com cada palmeirense que conversei. Quero deixar um recado muito honesto a essa torcida fanática e gigante: ficarei na torcida para que vocês possam celebrar a conquista da América, ainda este ano, com o novo comandante. Na maioria maciça dos nossos jogos no Allianz Parque, o apoio vindo das arquibancadas foi notório e incondicional, mesmo em momentos complicados do jogo. Esse incentivo nos fez ter vitórias épicas dentro de casa nos últimos meses. Dessa forma, sei que a equipe jamais caminhará sozinha e se manterá viva com possibilidades de seguir adiante e realizar o sonho de uma nova Libertadores.
 
Meus mais sinceros agradecimentos,

Marcelo Oliveira"

Contratado pelo clube alviverde em junho do ano passado, Marcelo Oliveira encerra a passagem com 53 jogos no currículo. Foram 24 vitórias, 11 empates e 18 derrotas no comando da equipe de Palestra Itália, números que tornaram o trabalho do treinador questionável, apesar da Copa do Brasil conquistada no fim de 2015.

Em um rápido comparativo, Oswaldo de Oliveira teve 60% de aproveitamento, resultado melhor do que o de Marcelo. Ambos foram demitidos. 

quinta-feira, 3 de março de 2016

A lista de Dunga

Neymar permanece sendo o nome de maior peso da Seleção Brasileira
Dunga convocou as suas 23 peças para disputar as duas próximas partidas pela Eliminatória para a Copa do Mundo de 2018, contra o Uruguai e Paraguai. A lista é formada por:

Goleiros: Alisson, Marcelo Grohe e Diego Alves;
Laterais: Danilo, Daniel Alves, Filipe Luis e Alex Sandro;
Zagueiros: David Luiz, Marquinhos, Miranda e Gil;
Volantes: Luiz Gustavo e Fernandinho;
Meias: Phillipe Coutinho, Kaká, Lucas Lima, Renato Augusto, Oscar, Willian e Douglas Costa;
Atacantes: Neymar, Hulk e Ricardo Oliveira;

Alguns bons nomes, outros não deveriam estar mais presentes e, por fim, nomes que não foram lembrados, mas que deveriam ser convocados. Vamos por parte. 

Na meta da Seleção Brasileira podemos perceber as ausências de Cássio e Jefferson, nomes testados anteriormente. Não tenho nada contra os três nomes chamados por Dunga hoje, caso de Alisson, Marcelo Grohe e Diego Alves. São bons nomes. Mas não formam o trio ideal. Alisson tem um potencial enorme a ser explorado. O goleiro do Grêmio, Grohe, vive talvez o seu auge. E Diego Alves vai voltando a sua boa forma. Mas Jefferson vem sendo o melhor goleiro do país há um bom tempo, mesmo quando atuou na Série B. Foi culpado por erros em conjunto. Dunga foi injusto. E mostra que justiça nunca foi seu forte. 

Outro que sofre com injustiças do ex-volante do Internacional é o Thiago Silva. Não dá para aceitar que um dos melhores zagueiros do Mundo – fato constatado pela FIFA, ao estar presente na Seleção do ano da FIFA – esteja fora da Seleção. O que aconteceu em 2014, o tal 7 x 1, precisa ficar lá. Não pode haver birra ainda por alguns atletas que viveram aquilo. 

Nas laterais, só faço uma menção ao Marcelo, do Real Madrid. Dunga explicou que ele passa por constantes lesões e, no momento, está tratando uma. Nesse momento, de fato, é compreensível a sua ausência. Apesar de não ter muito comprometimento defensivo, Marcelo ainda é o melhor nome que temos para a posição.

Na “volância”, Luiz Gustavo foi acertadamente convocado. Mas Fernandinho não tem mais espaço. Não merece. Se Dunga quer testar, que teste nessa posição. Temos bons nomes, como o Allan, do Napoli-ITA, que faz boa temporada juntamente com a equipe italiana que briga nas cabeças pelo título. 

Dunga acertou ao convocar os meias Lucas Lima, Renato Augusto e Willian. O santista é o principal nome de esperança que temos para 2018 no setor. O ex-corintiano merece pela temporada passada. E o jogador do Chelsea vive grande momento nos blues. As presenças de Kaká e Oscar são bastante contestáveis. O meia do Orlando City, aos 33 anos, serve apenas como referência para os nomes mais novos. Não está jogando em alto nível há algum tempo. Já Oscar, desde a temporada passada, não vem correspondendo tamanha paciência e confiança de Dunga. Já era para ter perdido essa vaga, por exemplo, para o Lucas, do PSG. Outro nome que poderia ganhar o espaço de Kaká é Nenê, do Vasco da Gama. Que desde o ano passado vem ‘gastando a bola’. 

No ataque não tem muito a ser feito. Neymar é nome certo, único titular absoluto. Hulk tem seus momentos, mas não me convence há algum tempo. Ricardo Oliveira, apesar da idade avançada, ainda é o melhor centroavante que temos. Fred poderia voltar a ser pensado novamente, vide as aparições do camisa 9 do Santos. É uma boa discussão. Um nome que poderia aparecer é o de Jonas, do Benfica, que vive, desde a temporada passada, uma fase muito boa. Somando as temporadas 2014/15 e 2015/16, o ex-atacante do Grêmio soma 59 gols em 69 partidas. Será que está bom?

Portanto, a minha convocação seria:

Goleiros: Jefferson, Marcelo Grohe e Alisson;
Laterais: Danilo, Daniel Alves, Filipe Luis e Alex Sandro (Marcelo*);
Zagueiros: Thiago Silva, Miranda, David Luiz e Marquinhos;
Volantes: Luiz Gustavo e Allan;
Meias: Philippe Coutinho, Willian, Renato Augusto, Lucas Lima, Douglas Costa e Nenê;
Atacantes: Lucas, Neymar, Jonas e Ricardo Oliveira

*Sem lesão, Marcelo seria convocado.